sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Perca o Foco

Sempre ouvi dizer que quem não tem foco na vida não chega a lugar nenhum e, por isso, cuido para não perder o meu de vista. Ou, pelo menos, para mantê-lo sempre bem definido.

Ultimamente, tenho pensado em muitas coisas ao mesmo tempo. A vida moderna exige isso de nós. O que fazemos nunca é o suficiente; o que alcançamos ainda está longe de ser o que queremos; o ideal é sempre ali, um pouco mais à frente.

Não é de se admirar que diante de tantos desafios tenhamos dificuldades para encontrar o foco. O que me faz ensaiar um pânico quando começo a acreditar que estou perdendo o meu. Mas hoje, estranhamente, eu acordei com esta sensação e sei que vou dormir sem me preocupar com ela. É que aqui, bem no meio do caminho, alguma coisa me fez perceber que é hora de perder o foco.

“Nenhum problema pode ser resolvido pelo mesmo estado de consciência que o criou.” Albert Einstein

Por vezes, ficamos tão encegueirados por nossos planos, desejos e problemas que deixamos de notar algumas portas que se abrem ao redor. É preciso afastar-se. É prudente considerar outras possibilidades. É saudável... perder o foco.

Pensar em outros caminhos e admitir um jeito novo de andar só pode acontecer quando deixamos de lado algumas certezas e paradigmas. Se conhecemos outras alternativas, então somos capazes de avaliar qual delas é válida e reajustarmos o foco com a certeza do que buscamos.

Mas até que isso aconteça, experimente “Perder o foco”. Olhar fixo demais pode acabar nos cegando.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Não me preocupo!?

Eu não me preocupo e não tenho pressa.
O que é meu encontrará um caminho para chegar até mim.

Roubei isso de um amigo no Face!rs Não me dei o trabalho de descobrir se a autoria era dele ou de outro. Simplesmente achei que também poderia ser minha e peguei. Pensando bem, provavelmente, eu só teria escrito a segunda parte. Não dá pra fingir que eu não me preocupo, muito menos que não tenho pressa. Ora bolas, tenho pressa! E isso me preocupa. É que, no fundo, sou mais ansiosa do que a maioria dos mortais. Uma festa no fim de semana é motivo para fazer doer minha barriga enquanto não encontro a roupa certa. Já imaginou o que acontece cada vez que preciso apresentar um projeto? Meus pés se movimentam sozinhos toda vez que sento para descansar. Eu estalo os dedos, bato as unhas na mesa e, por vezes, respiro bem fundo enquanto penso que tudo isso é preocupação em vão.

Mas, sim, eu escreveria, letra por letra, a segunda frase: O-q-u-e-é-m-e-u-e-n-c-o-n-t-r-a-r-á-u-m-c-a-m-i-n-h-o-p-a-r-a-c-h-e-g-a-r-a-t-é-m-i-m. E ao parafraseá-la logo sou capaz de admitir outras passagens. “A paciência tem mais poder do que a força”(Plutarco), “O que é do homem o bicho não come” (Ditado Popular).

Peço a Deus que me mostre quando é hora de fazer a minha parte e que eu entenda até onde a parte é minha. Porque há coisas nessa vida que não nos cabem. Ainda bem! As mãos que amparam os meus dias são infinitamente mais competentes do que as minhas. São Elas que me fazem, agora, acreditar que eu também teria escrito a primeira frase. Afinal, “qual de vós, por mais que se preocupe, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida? Se vós, pois, não podeis fazer nem as mínimas coisas, por que estais preocupados com as outras?” (Lc 12, 26:27). E eis que me lembro que “até os cabelos da vossa cabeça estão contados” (Mt 10,30).

Chega de preocupações e basta! Cada um com a sua parte. E com o que não posso, entrego. Pois, “o que é impossível aos homens é possível a Deus” (Jesus).

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Super Curti!

Costumo visitar meu Facebook enquanto verifico meus e-mails. Hoje, quando o fiz pela manhã, copiei um status que li e dizia "Não tiro ninguém da minha vida. Apenas reorganizo as posições e inverto as prioridades". Eu me identifiquei com a frase, copie e a colei no me status também. Simples assim! O fato curioso nisso tudo, o fato que me fez começar a escrever este post é que, curiosamente, em cerca de 1 hora, 16 pessoas curtiram a frase e 5 a comentaram. Faça as contas: isso significa que, aproximadamente, a cada 3 minutos alguém leu o trecho e se manifestou a favor. Fiquei realmente impressionada com a facilidade com que as pessoas se identificam com determinadas coisas. Comecei a pensar por quantas outras passamos acreditando sofrer ou festejar sozinhos.
Há dias em que eu já acordo feliz e volto pra casa decepcionada porque o dia não foi assim tão legal quanto eu esperava. Há outros em que saio de casa irritada e volto, surpreendentemente, gargalhando. Eu já fiquei sem rumo e encontrei amigos que me disseram exatamente o que eu precisava ouvir naquela hora. Já chorei por pessoas que acreditei nunca mais abraçar e as tive de volta. Tem momentos em que eu estou triste e então me calo. Tem momentos que não me caibo de alegria e preciso gritar pra todo mundo. Às vezes me sinto injustiçada e preciso sair por aí gritando aos sete ventos... e, na maioria das vezes me arrependo disso. Eu tenho um coração sensível e confuso, uma cabeça pensante e metódica e um corpo que ora se empolga, ora não aguenta nada disso. Oh, Céus! Eu penso que tudo é pra sempre e me surpreendo com as incertezas da vida. Eu planejo o futuro sem me dar conta de que só tenho o presente. E, sim, eu também sinto saudade, choro, rio sozinha, falo com meu computador, canto alto, corro na chuva, escrevo coisas sem sentido, faço desenhos perto do telefone... por falar em telefone, eu ligo pra quem não devo, esqueço de quem não posso, rejeito quem não merece, resisto quando consigo, me rendo quando tenho vontade. Nossa, quanta contradição. E quantas delas você não vive? Quais são as certezas que você tem hoje? O que era certo ontem e agora não é mais? Por que você tem tanta segurança deste dia se você ainda não conhece o próximo?
Eu não quero me preocupar com nada, mas ainda o faço. E sei que você também! Porque se você chegou até aqui é porque, como eu e metade do mundo, se identificou. Lembrou, sentiu, sofreu e se divertiu com cada pensamento a que foi remetido.
Vamos combinar assim... hoje você fica. E me conta o que mais você faz como o resto dos mortais.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Gente! Hoje me dei conta de que, mais uma vez, estamos passando da metade do ano. Daqui a pouco estamos de novo no Natal... e no Ano Novo, Carnaval e aí passando da metade do ano. Por vezes tenho a sensação de tempo corrido. Parece que tudo passa tão rápido que a gente não vive. Por outras, parece que o tempo se arrasta... canso de esperar, de fazer, de cair na rotina. Aí de novo, um solavanco e, de uma hora para a outra, tudo muda. Engraçado, aí tenho a sensação de que tanto já fiz em tão pouco tempo. Mas, afinal, o que é o tempo? Quanto tempo tenho, quanto tempo existe, pra que serve o tempo? Logo fico cansada. Não há respostas. As respostas estão... no tempo. E seja lá o que for isso, vem passando e a gente vivendo, por vezes prestando atenção, em outras apenas correndo.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

E você, quem está?

Dia desses fui interrogada a respeito de "Quem sou eu?". Quem sou eu é uma pergunta interessante... mas ando preferindo responder sobre "quem ESTOU eu". Porque quem sou eu, eu sei e, provavelmente você também, mas quem estou eu é a parte divertida em que se pode ser quem quiser sem deixar de ser você mesmo. Estar você é menos comprometedor porque amanhã você pode estar de outro jeito sem se negar. Não é uma questão de contradição, muito menos de covardia. Trata-se apenas de entender e respeitar que todo mundo muda e querer definir quem somos em qualquer momento da vida pode ser limitador.
Preciso confessar que penso que há coisas que não mudam mesmo. Estas estão escritas no caráter. A essência, sabe? Aquilo que não pode se perder ou você terá deixado de ser o que é. Mas o que você está é o que fazemos com todo o resto que não interfere naquilo que realmente somos. É cada reação, pensamento e experiência nova que vai proporcionando outros sentimentos e sensações que, por sua vez, nos fazem diferentes. No fundo, tudo acaba nos transformando no que somos, mas este processo pode ser tão minucioso e delicado a ponto de durar muito tempo. Sendo assim, continuo preferindo a metamorfose que rodeia o estar.
Se quer saber, estou eu FELIZ DA VIDA por dentro, por fora e do avesso. Estou dançando, vivendo e curtindo cada momento... cada gota. Estou eu cá com meus defeitos, inseguranças, angústias, alegrias, certezas e qualidades. Estou eu assim, cheia de sono e insônia, crises de sorvete e maromba, com vontade de colocar o pé na estrada e me esconder sob o cobertor. Estou aqui, hoje, com meus livros e filmes, farras e festas, dança, música, descobertas, criatividade e felicidade! Estou eu, certa de quem sou e segura de que, amanhã, de outra forma ESTAREI. E você, quem está?

segunda-feira, 16 de maio de 2011

“Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam.”
Clarice Lispector em “A Hora da Estrela”

Pelo dicionário, fé é a certeza das coisas que não se vê. Mas, quando podemos ver e tocar, somos mais tentados a crer do que quando apenas sentimos.
Basta procurar por esses testes que desafiam a mente para ficar intrigada com linhas que parecem diferentes mas são iguais, círculos que parecem se movimentar mesmo estando parados ou imagens que parecem duas ao mesmo tempo. Não são truques tecnológicos, apenas nossos olhos e cérebro se confundindo e nos confundindo. Por outro lado, se minha mãe manda eu levar o guarda-chuva, ainda que eu veja o céu azul, não duvido de que a chuva há de cair.
Penso que a visão nos engana. E quanto o faz nosso coração? Constantemente, um e outro me pregam peças. Sei que “nem tudo o que parece é”, ainda assim, sei que se confiasse em tudo o que sinto, provavelmente, me equivocaria um pouco mais sem a ajuda dos olhos.

Mas, há um fio muito delicado que separa tudo isso. É o quanto VOCÊ acredita no que vê ou sente.
Já ouviu falar em milagre, sonho, sexto sentido, intuição? Chame como quiser. Eu prefiro dizer... fé. Esta é a força que torna qualquer coisa realidade. E, boa notícia, está dentro de você.
Não espere que o apoio venha de outras pessoas para começar a realizar seus sonhos. Não espere conselhos para fazer o que o seu coração manda. Não espere do outro o que só você pode fazer... acreditar.
Desconfie do que vê, invista no que você sente e, acima de tudo, acredite. Isso faz toda a diferença.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Nossos caminhos...

Hoje eu pulei da cama cedo. Alguma coisa me tirou o sono antes que o dia raiasse e, depois de muito rolar, resolvi levantar de vez e gastar a energia que não me deixou dormir. Cheguei à academia 30 minutos antes do usual e me propus a dividir o tempo dedicado à esteira em corridas e caminhadas. A cada 5 minutos caminhados, 5 minutos corridos.  Engraçado que os primeiros 5 pareciam passar mais rápido, é claro. Mas o que me fez dedicar o texto de hoje ao exercício matinal foram os 5 minutos seguintes.
Observei que até os 2 minutos e meio pensava em interromper o treino antes do programado. Ao alcançar 2 e meio exatos era inevitável o pensamento de abandonar a corrida, visto que eu ainda passaria até o fim o mesmo que já tinha passado até ali e que me parecia muito. Mas, ao conseguir ultrapassar a metade do tempo, era tomada por uma vontade revigorante que me fazia suportar só mais um pouco, entendendo que o fim estava próximo. Fiz isso por 3 vezes. Em todas elas pude observar a mesma reação.
Não quero aqui convencer ninguém a praticar exercícios (embora os recomende) ou, muito menos, discutir minhas atividades. Mas, enquanto pude observar meu próprio comportamento, percebi que ele poderia ser aplicado a qualquer situação de minha vida.
É comum que ao iniciarmos um propósito nos sintamos mais animados, mas com o passar do tempo a empolgação vá esfriando e nos leve a pensar em desistir alguma hora. Se a questão for um problema então, é normal que desejemos voltar ao início e mudar o caminho antes de realmente enfrentar o fato e chegar à resolução. A faculdade, o trabalho, a família, nós mesmos... tudo está sujeito à euforia inicial e ao cansaço seguinte.
O bom nisso tudo é a parte que ultrapassa o meio. É entrar na reta final. É começar a ver a luz no fim do túnel.
Por isso, onde quer que você esteja agora, seja lá qual for a parte do caminho que você está percorrendo, ande mais um pouco. Respire sim, mas não pare. Não se renda à tentação de retornar. Siga e acredite que o fim está próximo. E, tenha certeza... vai valer a pena o esforço.

quarta-feira, 2 de março de 2011

De onde vem a força?

Tenho verdadeiro fascínio por revistas. Gosto de vê-las, de ir até a banca para comprá-las, espero ansiosa pela chegada das que assino e me delicio ao folhear cada página ainda lisinha com cheiro de novo. Pode parecer estranho para quem não tem o mesmo hábito. Mas também, e daí? Aliás, foi pelas duas coisas que comecei a escrever aqui hoje. Pelo prazer da leitura e pelo “e daí” que soltei ainda agora.
Esta semana, quando recebi minha edição de “Vida Simples”, corri para ler minha coluna preferida: Alma Feminina, de Soninha Francine. O título do texto interroga: “De onde vem a força?”. Ao desenvolver o discurso, Soninha fala de pequenas conquistas próprias como cortar o cabelo curtinho, usar calças compridas, votar, não ter tatuagens e se depilar apenas quando tem vontade. E, por fim conclui que “todas essas coisas, banais ou complexas, são tão normais que parecem naturais, originais de fábrica. Mas são conquistas! Direitos garantidos depois de batalhas duríssimas, pelas quais mulheres sacrificaram sua reputação, família, saúde, conforto, tranquilidade e até mesmo a própria vida”. Penso que identificar cada gesto desse como uma conquista é uma visão nova e motivadora, mas preciso confessar que o trecho anterior em que ela define suas próprias escolhas foi capaz de me surpreender um pouco mais. Atentei para o fato de que assumir-se é muito corajoso. Revelar suas ações quando elas podem representar o oposto do que pensa a maioria é, em grande parte, assustador. Mas então, e daí? E daí se o que você pensa é diferente? E se o que você faz não agrada a todo mundo? E daí se o que você é pode incomodar alguns? É você! E se você não puder ser feliz do que vale o resto? Faça sua própria lista. Defina-se. Seja você sem censura. Ainda que amanhã seja preciso fazer alguns ajustes. E daí? Mudar de ideia agora é crime?

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Quantas pessoas fazem você se sentir especial?


“Para um cão, você não precisa de carrões, de grandes casas ou roupas de marca. Símbolos de status não significavam nada para ele. Um graveto já está ótimo. Um cachorro não se importa se você é rico ou pobre, inteligente ou idiota, esperto ou burro. Um cão não julga os outros por sua cor, credo ou classe, mas por quem são por dentro. Dê seu coração a ele, e ele lhe dará o dele. É realmente muito simples, mas, mesmo assim, nós humanos, tão mais sábios e sofisticados, sempre tivemos problemas para descobrir o que realmente importa ou não. De quantas pessoas você pode falar isso? Quantas pessoas fazem você se sentir raro, puro e especial? Quantas pessoas fazem você se sentir extraordinário?”
Marley e Eu


Quando selecionei o trecho acima para iniciar este texto acabei pensando em tantas outras coisas que não consegui eleger o raciocínio mais importante a ser compartilhado. Preferi falar de tudo, esperando que, para você, ele tenha ainda outros mil significados.
Ao reler o texto, desejei ter a humildade de viver como um cão; tive vontade de me cercar de pessoas capazes de fazer o mesmo; agradeci por possuir um cachorro fiel como tal; e, acima de tudo, engasguei nos dois últimos questionamentos: “Quantas pessoas fazem você se sentir raro, puro e especial? Quantas pessoas fazem você se sentir extraordinário?”.
Comecei por comparar todas as pessoas ao meu cachorro. E não o fiz com nenhuma intenção de subjugar este ou aquelas. O fiz com um olhar simples e inocente. Busquei em minha vida pessoas dispostas a sempre me receberem com festa, independentemente do humor com o qual me aproximo. Quantas pessoas aceitariam meus erros e indiferença e se aproximariam felizes antes mesmo que eu pedisse desculpas? Quantas pessoas largariam tudo imediatamente para estarem comigo sempre que preciso? Para minha surpresa, fui capaz de identificar algumas. Foi então me questionei acerca do valor que damos e do amor que devotamos a tais indivíduos. Para ser mais exata, o amor que NÃO lhes devotamos.
Venho, então, partilhar um conselho, que serve mais como um desejo visto que também almejo colocá-lo em prática: seja o mais simples que puder, exija pouco menos das pessoas e surpreenda-se com o muito que elas lhe dão. Valorize, cerque-se e agradeça a Deus pelas pessoas capazes de fazê-lo sentir-se E-X-T-R-A-O-R-D-I-N-Á-R-I-O. Tente não feri-las também. Mas acima de tudo, descubra o que “realmente importa ou não”.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Quanto tempo você dorme?

Há poucos dias li em um outro blog um post muito interessante. O texto falava que dormimos 1/3 de nossa vida e a blogueira, tendo 45 anos, coloca-se a divagar sobre quais 15 anos de sua vida passou dormindo. Achei a colocação interessante e logo me coloquei a pensar que, tendo quase 26, dormi pelo menos 8. Ela tem razão quando diz "é muito sono". Também fiquei pensando quais 8 anos de minha vida eu teria dormido. É engraçado, não consegui entender quando eu dormi, mas pude lembrar rapidamente de cada vez que acordei. Acho que a vida é cheia de momentos assim... que fazem a gente despertar e mudar de rumo. É como se de tempos em tempos nós déssemos uma guinada e então inventássemos um jeito novo de caminhar. Um jeito novo que nós julgaremos correto até que novamente acordemos e então desejosos de outra guinada, acertaremos o passo mais uma vez. Acabo de lembrar de alguns outros momentos em que tive a sensação de estar sonhando... pode ser que eu estivesse dormindo então. Pensando assim, também tive alguns pesadelos. Talvez fosse esta, outra parte do sono. Por um minuto pensei como seria não dormir nunca e poder aproveitar o 1/3 descartado. Logo concluo... cansativo. Logo completa uma Amiga: "O problema não é o tempo que você gasta dormindo, é não saber aproveitar os outros 2/3 que lhe restam". Sábias palavras. E fim de papo. Vamos viver... vamos em frente. Melhor que seja para o alto. Para o alto e avante... ao infinito e além.rs
Tens o dom de ver estradas
Onde eu vejo o fim
Me convences quando falas
Não é bem assim
Se me esqueço, me recordas
Se não sei, me ensinas
E se perco a direção
Vens me encontrar

Tens o dom de ouvir segredos
Mesmo se me calo
E se falo me escutas
Queres compreender
Se pela força da distância
Tu te ausentas
Pelo poder que há na saudade
Voltarás

Quando a solidão doeu em mim
Quando meu passado não passou por mim
Quando eu não soube compreender a vida
Tu vieste compreender por mim

Quando os meus olhos não podiam ver
Tua mão segura me ajudou a andar
Quando eu não tinha mais amor no peito
Teu amor me ajudou a amar

Quando o meu sonho vi desmoronar
Me trouxeste outros pra recomeçar
Quando me esqueci que era alguém na vida
Teu amor veio me relembrar

Que Deus me ama, que não estou só
Que Deus cuida de mim
Quando fala pela tua voz
Que me diz: Coragem !!!!!!

(Pe. Fábio de Melo)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Sempre em tempo...

"Be yourself, everyone else is taken."

Seja você mesmo, todos os outros estão ocupados.

(Oscar Wilde)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Hoje, só por hoje.

“Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas.” Friedrich Nietzsche

Quando leio alguma coisa, normalmente, lembro de algumas outras que tenha lido antes; o que faz com que algumas discussões se tornem citações contínuas de vários textos. Tento evitar, mas é mais forte do que eu. E preciso confessar que farei isso de novo.

Quando li a citação de Nietzsche, lembrei de uma passagem bíblica que diz: “Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado.”. É o versículo 34 de um capítulo rico em todos os outros versículos (Mateus 6).

Antes que eu me lembre de outras mil palavras e torne este texto uma colcha de retalhos, vou tratar de explicar o que me fez remeter uma ideia a outra. Tenho o péssimo hábito de ficar remoendo as mesmas questões todos os dias. E não falo de fatos passados. É algo mais ou menos assim: preciso formar uma opinião a respeito de tudo. Então, se algo aconteceu e não foi bem aceito, vou repensar o ocorrido até que eu seja capaz de rotulá-lo antes de encontrar um espaço para guardar em mim (e quase sempre falho na missão). Se é algo que está por vir, preciso começar a planejar ou a me acostumar com a novidade (o que também não funciona, visto que não podemos ler páginas que ainda não foram escritas). Sinto muito, acabo de lembrar de mais uma coisa: “O problema de toda essa pulação pelos galhos do pensamento é que você nunca está onde está. Você está sempre remoendo o passado ou especulando sobre o futuro, mas raramente para no momento presente. É um pouco como o hábito da minha querida amiga Susan, que - sempre que vê um lugar bonito - exclama, quase em pânico, "Que lindo isto aqui! Quero voltar aqui algum dia!", e preciso lançar mão de todo o meu poder de persuasão para tentar convencê-la de que ela já está lá. Se você estiver buscando a união com o divino, esse tipo de oscilação para frente/para trás é um problema. Existe um motivo pelo qual Deus é chamado de presença - porque Deus está bem aqui, agora. O presente é o único lugar onde se pode encontrá-lo, e o agora é o único momento.” (Elizabeth Gilbert em Comer, Rezar, Amar)

O que quero dizer com tudo é que, algumas pessoas possuem o dom de viver um dia de cada vez, mas são poucas. A maioria delas, assim como eu, está sempre ocupada com preocupações que excedem o dia de hoje. O que é mais intrigante nisso tudo é que, como nos lembra Nietzsche, não há nada que dure para sempre, sobretudo as preocupações.

Então, aqui vai um conselho para nós: “viva hoje. Mas viva de verdade. Cuide do amanhã, mas não preocupe-se com ele. Ele não está em suas mãos e também não poderia estar em mãos melhores, nas de Deus. Cuide do hoje. Se o seu hoje o faz feliz, agradeça, ore e vigie. Dias virão menos felizes. Se o seu hoje o preocupa, agradeça, ore e vigie. Certamente vai passar. Os fatos mudam e as verdades também.

Acabo de lembrar de mais uma coisa: “Que você creia estar exatamente onde você deve estar”. (Madre Tereza de Calcutá)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Uma gota...

"Ninguém tem o direito
de levar de mim o que tenho de maior... a fé."

(Eu mesma!)

Vida louca... vida breve!

Viver é mesmo engraçado. Pra dizer a verdade, às vezes, não acho graça nenhuma. E a graça está exatamente aí... na efemeridade, na dúvida... na SURPRESA. Pensando bem, talvez a palavra seja S-U-R-P-R-E-E-N-D-E-N-T-E. A vida é... surpreendente. É isso que faz a gente acordar com vontade de dormir, receber uma ligação que faz querer ficar acordado o resto da vida, sentir saudade de alguém que você nunca imaginou, receber notícias inesperadas (boas e más), visitas inusitadas, gestos, palavras, momentos... sentimentos.
Demorei a voltar ao blog desta vez. Tive vontade de escrever, não tive, tive, não tive... escrevi.
Acordei... não tive vontade de sair... saí. Logo um e-mail, uma lágrima, um descaso, uma surpresa, um descanso, uma oração. Logo, uma ligação, uma surpresa, um banho, outra alma. Vou dormir com a mesma vontade que estive de acordar, nenhuma. Surpreendente.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Apenas por dizer ...

... e que fique muito mal explicado.
Não faço força para ser entendida.
Quem faz sentido é soldado! 

(Mário Quintana)

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Pra começo de conversa...

Esperei por um dia em que estivesse realmente inspirada para escrever este primeiro post. Queria que ele "valesse a pena". Algumas vezes estive triste, não o fiz temendo dizer menos do que poderia. Outras vezes, feliz demais, e a inquietação também não é boa companheira de caneta e papel, muito menos cadeira e teclado. Alguns dias de sol, outros de chuva. Ânimo, desânimo; sorrisos, lágrimas; euforia e total apatia. Aí então... percebo... isso é vida! Afinal, quem vive andando em linha reta? E cá estou eu, assim como sou, tempestade e calmaria, mas sempre felicidade. Porque não há, nesta vida, nada que justifique o contrário.

Seja bem-vindo... com todos os sonhos e imperfeições... desde que seja VOCÊ!

" A felicidade é meu destino de honra, meu brasão e minha bandeira." Pe. Fábio de Melo