sábado, 26 de fevereiro de 2011

Quantas pessoas fazem você se sentir especial?


“Para um cão, você não precisa de carrões, de grandes casas ou roupas de marca. Símbolos de status não significavam nada para ele. Um graveto já está ótimo. Um cachorro não se importa se você é rico ou pobre, inteligente ou idiota, esperto ou burro. Um cão não julga os outros por sua cor, credo ou classe, mas por quem são por dentro. Dê seu coração a ele, e ele lhe dará o dele. É realmente muito simples, mas, mesmo assim, nós humanos, tão mais sábios e sofisticados, sempre tivemos problemas para descobrir o que realmente importa ou não. De quantas pessoas você pode falar isso? Quantas pessoas fazem você se sentir raro, puro e especial? Quantas pessoas fazem você se sentir extraordinário?”
Marley e Eu


Quando selecionei o trecho acima para iniciar este texto acabei pensando em tantas outras coisas que não consegui eleger o raciocínio mais importante a ser compartilhado. Preferi falar de tudo, esperando que, para você, ele tenha ainda outros mil significados.
Ao reler o texto, desejei ter a humildade de viver como um cão; tive vontade de me cercar de pessoas capazes de fazer o mesmo; agradeci por possuir um cachorro fiel como tal; e, acima de tudo, engasguei nos dois últimos questionamentos: “Quantas pessoas fazem você se sentir raro, puro e especial? Quantas pessoas fazem você se sentir extraordinário?”.
Comecei por comparar todas as pessoas ao meu cachorro. E não o fiz com nenhuma intenção de subjugar este ou aquelas. O fiz com um olhar simples e inocente. Busquei em minha vida pessoas dispostas a sempre me receberem com festa, independentemente do humor com o qual me aproximo. Quantas pessoas aceitariam meus erros e indiferença e se aproximariam felizes antes mesmo que eu pedisse desculpas? Quantas pessoas largariam tudo imediatamente para estarem comigo sempre que preciso? Para minha surpresa, fui capaz de identificar algumas. Foi então me questionei acerca do valor que damos e do amor que devotamos a tais indivíduos. Para ser mais exata, o amor que NÃO lhes devotamos.
Venho, então, partilhar um conselho, que serve mais como um desejo visto que também almejo colocá-lo em prática: seja o mais simples que puder, exija pouco menos das pessoas e surpreenda-se com o muito que elas lhe dão. Valorize, cerque-se e agradeça a Deus pelas pessoas capazes de fazê-lo sentir-se E-X-T-R-A-O-R-D-I-N-Á-R-I-O. Tente não feri-las também. Mas acima de tudo, descubra o que “realmente importa ou não”.

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