segunda-feira, 21 de março de 2011

Nossos caminhos...

Hoje eu pulei da cama cedo. Alguma coisa me tirou o sono antes que o dia raiasse e, depois de muito rolar, resolvi levantar de vez e gastar a energia que não me deixou dormir. Cheguei à academia 30 minutos antes do usual e me propus a dividir o tempo dedicado à esteira em corridas e caminhadas. A cada 5 minutos caminhados, 5 minutos corridos.  Engraçado que os primeiros 5 pareciam passar mais rápido, é claro. Mas o que me fez dedicar o texto de hoje ao exercício matinal foram os 5 minutos seguintes.
Observei que até os 2 minutos e meio pensava em interromper o treino antes do programado. Ao alcançar 2 e meio exatos era inevitável o pensamento de abandonar a corrida, visto que eu ainda passaria até o fim o mesmo que já tinha passado até ali e que me parecia muito. Mas, ao conseguir ultrapassar a metade do tempo, era tomada por uma vontade revigorante que me fazia suportar só mais um pouco, entendendo que o fim estava próximo. Fiz isso por 3 vezes. Em todas elas pude observar a mesma reação.
Não quero aqui convencer ninguém a praticar exercícios (embora os recomende) ou, muito menos, discutir minhas atividades. Mas, enquanto pude observar meu próprio comportamento, percebi que ele poderia ser aplicado a qualquer situação de minha vida.
É comum que ao iniciarmos um propósito nos sintamos mais animados, mas com o passar do tempo a empolgação vá esfriando e nos leve a pensar em desistir alguma hora. Se a questão for um problema então, é normal que desejemos voltar ao início e mudar o caminho antes de realmente enfrentar o fato e chegar à resolução. A faculdade, o trabalho, a família, nós mesmos... tudo está sujeito à euforia inicial e ao cansaço seguinte.
O bom nisso tudo é a parte que ultrapassa o meio. É entrar na reta final. É começar a ver a luz no fim do túnel.
Por isso, onde quer que você esteja agora, seja lá qual for a parte do caminho que você está percorrendo, ande mais um pouco. Respire sim, mas não pare. Não se renda à tentação de retornar. Siga e acredite que o fim está próximo. E, tenha certeza... vai valer a pena o esforço.

quarta-feira, 2 de março de 2011

De onde vem a força?

Tenho verdadeiro fascínio por revistas. Gosto de vê-las, de ir até a banca para comprá-las, espero ansiosa pela chegada das que assino e me delicio ao folhear cada página ainda lisinha com cheiro de novo. Pode parecer estranho para quem não tem o mesmo hábito. Mas também, e daí? Aliás, foi pelas duas coisas que comecei a escrever aqui hoje. Pelo prazer da leitura e pelo “e daí” que soltei ainda agora.
Esta semana, quando recebi minha edição de “Vida Simples”, corri para ler minha coluna preferida: Alma Feminina, de Soninha Francine. O título do texto interroga: “De onde vem a força?”. Ao desenvolver o discurso, Soninha fala de pequenas conquistas próprias como cortar o cabelo curtinho, usar calças compridas, votar, não ter tatuagens e se depilar apenas quando tem vontade. E, por fim conclui que “todas essas coisas, banais ou complexas, são tão normais que parecem naturais, originais de fábrica. Mas são conquistas! Direitos garantidos depois de batalhas duríssimas, pelas quais mulheres sacrificaram sua reputação, família, saúde, conforto, tranquilidade e até mesmo a própria vida”. Penso que identificar cada gesto desse como uma conquista é uma visão nova e motivadora, mas preciso confessar que o trecho anterior em que ela define suas próprias escolhas foi capaz de me surpreender um pouco mais. Atentei para o fato de que assumir-se é muito corajoso. Revelar suas ações quando elas podem representar o oposto do que pensa a maioria é, em grande parte, assustador. Mas então, e daí? E daí se o que você pensa é diferente? E se o que você faz não agrada a todo mundo? E daí se o que você é pode incomodar alguns? É você! E se você não puder ser feliz do que vale o resto? Faça sua própria lista. Defina-se. Seja você sem censura. Ainda que amanhã seja preciso fazer alguns ajustes. E daí? Mudar de ideia agora é crime?