“Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas.” Friedrich Nietzsche
Quando leio alguma coisa, normalmente, lembro de algumas outras que tenha lido antes; o que faz com que algumas discussões se tornem citações contínuas de vários textos. Tento evitar, mas é mais forte do que eu. E preciso confessar que farei isso de novo.
Quando li a citação de Nietzsche, lembrei de uma passagem bíblica que diz: “Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado.”. É o versículo 34 de um capítulo rico em todos os outros versículos (Mateus 6).
Antes que eu me lembre de outras mil palavras e torne este texto uma colcha de retalhos, vou tratar de explicar o que me fez remeter uma ideia a outra. Tenho o péssimo hábito de ficar remoendo as mesmas questões todos os dias. E não falo de fatos passados. É algo mais ou menos assim: preciso formar uma opinião a respeito de tudo. Então, se algo aconteceu e não foi bem aceito, vou repensar o ocorrido até que eu seja capaz de rotulá-lo antes de encontrar um espaço para guardar em mim (e quase sempre falho na missão). Se é algo que está por vir, preciso começar a planejar ou a me acostumar com a novidade (o que também não funciona, visto que não podemos ler páginas que ainda não foram escritas). Sinto muito, acabo de lembrar de mais uma coisa: “O problema de toda essa pulação pelos galhos do pensamento é que você nunca está onde está. Você está sempre remoendo o passado ou especulando sobre o futuro, mas raramente para no momento presente. É um pouco como o hábito da minha querida amiga Susan, que - sempre que vê um lugar bonito - exclama, quase em pânico, "Que lindo isto aqui! Quero voltar aqui algum dia!", e preciso lançar mão de todo o meu poder de persuasão para tentar convencê-la de que ela já está lá. Se você estiver buscando a união com o divino, esse tipo de oscilação para frente/para trás é um problema. Existe um motivo pelo qual Deus é chamado de presença - porque Deus está bem aqui, agora. O presente é o único lugar onde se pode encontrá-lo, e o agora é o único momento.” (Elizabeth Gilbert em Comer, Rezar, Amar)
O que quero dizer com tudo é que, algumas pessoas possuem o dom de viver um dia de cada vez, mas são poucas. A maioria delas, assim como eu, está sempre ocupada com preocupações que excedem o dia de hoje. O que é mais intrigante nisso tudo é que, como nos lembra Nietzsche, não há nada que dure para sempre, sobretudo as preocupações.
Então, aqui vai um conselho para nós: “viva hoje. Mas viva de verdade. Cuide do amanhã, mas não preocupe-se com ele. Ele não está em suas mãos e também não poderia estar em mãos melhores, nas de Deus. Cuide do hoje. Se o seu hoje o faz feliz, agradeça, ore e vigie. Dias virão menos felizes. Se o seu hoje o preocupa, agradeça, ore e vigie. Certamente vai passar. Os fatos mudam e as verdades também.
Acabo de lembrar de mais uma coisa: “Que você creia estar exatamente onde você deve estar”. (Madre Tereza de Calcutá)
Quando li a citação de Nietzsche, lembrei de uma passagem bíblica que diz: “Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado.”. É o versículo 34 de um capítulo rico em todos os outros versículos (Mateus 6).
Antes que eu me lembre de outras mil palavras e torne este texto uma colcha de retalhos, vou tratar de explicar o que me fez remeter uma ideia a outra. Tenho o péssimo hábito de ficar remoendo as mesmas questões todos os dias. E não falo de fatos passados. É algo mais ou menos assim: preciso formar uma opinião a respeito de tudo. Então, se algo aconteceu e não foi bem aceito, vou repensar o ocorrido até que eu seja capaz de rotulá-lo antes de encontrar um espaço para guardar em mim (e quase sempre falho na missão). Se é algo que está por vir, preciso começar a planejar ou a me acostumar com a novidade (o que também não funciona, visto que não podemos ler páginas que ainda não foram escritas). Sinto muito, acabo de lembrar de mais uma coisa: “O problema de toda essa pulação pelos galhos do pensamento é que você nunca está onde está. Você está sempre remoendo o passado ou especulando sobre o futuro, mas raramente para no momento presente. É um pouco como o hábito da minha querida amiga Susan, que - sempre que vê um lugar bonito - exclama, quase em pânico, "Que lindo isto aqui! Quero voltar aqui algum dia!", e preciso lançar mão de todo o meu poder de persuasão para tentar convencê-la de que ela já está lá. Se você estiver buscando a união com o divino, esse tipo de oscilação para frente/para trás é um problema. Existe um motivo pelo qual Deus é chamado de presença - porque Deus está bem aqui, agora. O presente é o único lugar onde se pode encontrá-lo, e o agora é o único momento.” (Elizabeth Gilbert em Comer, Rezar, Amar)
O que quero dizer com tudo é que, algumas pessoas possuem o dom de viver um dia de cada vez, mas são poucas. A maioria delas, assim como eu, está sempre ocupada com preocupações que excedem o dia de hoje. O que é mais intrigante nisso tudo é que, como nos lembra Nietzsche, não há nada que dure para sempre, sobretudo as preocupações.
Então, aqui vai um conselho para nós: “viva hoje. Mas viva de verdade. Cuide do amanhã, mas não preocupe-se com ele. Ele não está em suas mãos e também não poderia estar em mãos melhores, nas de Deus. Cuide do hoje. Se o seu hoje o faz feliz, agradeça, ore e vigie. Dias virão menos felizes. Se o seu hoje o preocupa, agradeça, ore e vigie. Certamente vai passar. Os fatos mudam e as verdades também.
Acabo de lembrar de mais uma coisa: “Que você creia estar exatamente onde você deve estar”. (Madre Tereza de Calcutá)
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