quarta-feira, 2 de março de 2011

De onde vem a força?

Tenho verdadeiro fascínio por revistas. Gosto de vê-las, de ir até a banca para comprá-las, espero ansiosa pela chegada das que assino e me delicio ao folhear cada página ainda lisinha com cheiro de novo. Pode parecer estranho para quem não tem o mesmo hábito. Mas também, e daí? Aliás, foi pelas duas coisas que comecei a escrever aqui hoje. Pelo prazer da leitura e pelo “e daí” que soltei ainda agora.
Esta semana, quando recebi minha edição de “Vida Simples”, corri para ler minha coluna preferida: Alma Feminina, de Soninha Francine. O título do texto interroga: “De onde vem a força?”. Ao desenvolver o discurso, Soninha fala de pequenas conquistas próprias como cortar o cabelo curtinho, usar calças compridas, votar, não ter tatuagens e se depilar apenas quando tem vontade. E, por fim conclui que “todas essas coisas, banais ou complexas, são tão normais que parecem naturais, originais de fábrica. Mas são conquistas! Direitos garantidos depois de batalhas duríssimas, pelas quais mulheres sacrificaram sua reputação, família, saúde, conforto, tranquilidade e até mesmo a própria vida”. Penso que identificar cada gesto desse como uma conquista é uma visão nova e motivadora, mas preciso confessar que o trecho anterior em que ela define suas próprias escolhas foi capaz de me surpreender um pouco mais. Atentei para o fato de que assumir-se é muito corajoso. Revelar suas ações quando elas podem representar o oposto do que pensa a maioria é, em grande parte, assustador. Mas então, e daí? E daí se o que você pensa é diferente? E se o que você faz não agrada a todo mundo? E daí se o que você é pode incomodar alguns? É você! E se você não puder ser feliz do que vale o resto? Faça sua própria lista. Defina-se. Seja você sem censura. Ainda que amanhã seja preciso fazer alguns ajustes. E daí? Mudar de ideia agora é crime?

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