Dia desses fui interrogada a respeito de "Quem sou eu?". Quem sou eu é uma pergunta interessante... mas ando preferindo responder sobre "quem ESTOU eu". Porque quem sou eu, eu sei e, provavelmente você também, mas quem estou eu é a parte divertida em que se pode ser quem quiser sem deixar de ser você mesmo. Estar você é menos comprometedor porque amanhã você pode estar de outro jeito sem se negar. Não é uma questão de contradição, muito menos de covardia. Trata-se apenas de entender e respeitar que todo mundo muda e querer definir quem somos em qualquer momento da vida pode ser limitador.
Preciso confessar que penso que há coisas que não mudam mesmo. Estas estão escritas no caráter. A essência, sabe? Aquilo que não pode se perder ou você terá deixado de ser o que é. Mas o que você está é o que fazemos com todo o resto que não interfere naquilo que realmente somos. É cada reação, pensamento e experiência nova que vai proporcionando outros sentimentos e sensações que, por sua vez, nos fazem diferentes. No fundo, tudo acaba nos transformando no que somos, mas este processo pode ser tão minucioso e delicado a ponto de durar muito tempo. Sendo assim, continuo preferindo a metamorfose que rodeia o estar.
Se quer saber, estou eu FELIZ DA VIDA por dentro, por fora e do avesso. Estou dançando, vivendo e curtindo cada momento... cada gota. Estou eu cá com meus defeitos, inseguranças, angústias, alegrias, certezas e qualidades. Estou eu assim, cheia de sono e insônia, crises de sorvete e maromba, com vontade de colocar o pé na estrada e me esconder sob o cobertor. Estou aqui, hoje, com meus livros e filmes, farras e festas, dança, música, descobertas, criatividade e felicidade! Estou eu, certa de quem sou e segura de que, amanhã, de outra forma ESTAREI. E você, quem está?
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