Nunca tive a intenção de discutir política ou religião neste blog e não é isto a que me proponho hoje também. Que todos sejam bem-vindos com suas crenças, opiniões e muito respeito. Mas dia desses ouvi alguém comentar pela rua que estamos vivendo um governo de pontes e não me contive em criar este post. Não creio que a afirmação tenha sido, intencionalmente, um elogio... mas foi assim que a recebi.
É, somos mesmo um governo de pontes, creches, escolas, casas, como completou outro ouvinte. Mas, sim, digo eu, somos um governo de pontes antes de tudo. Afinal, pontes são, por denominação, destinadas à ligação, união e vínculo entre dois pontos. Elas são construídas para proporcionar a travessia, a passagem e nos ensinam a superar obstáculos enfrentando-os por cima.
Eu também quero eternamente ser ponte e fazer ligação entre as pessoas e o que pode haver de melhor nesta vida. Ser ponte é ser instrumento.
Quando busco o consolo de um amigo, procuro o que está além do braço e do abraço. Amigos são pontes que nos levam à calmaria, ao conforto e à felicidade.
Pensando assim fica fácil entender que um governo de pontes é aquele que permite atravessar, transpor e evoluir. É governo que liga o sonho à realização, a vontade ao trabalho, a necessidade ao amparo e o povo à satisfação.
Sim, nós somos mesmo um governo de pontes. E, obrigada, Senhor, por permitir-nos isto.