Quando escolhemos uma profissão normalmente pensamos nas habilidades que nos são abundantes e satisfatórias, e então optamos por um caminho próximo que nos permita explorá-las extraindo o máximo de prazer disso. É mais ou menos assim: se gosto de português, faço letras; de computador, informática; de alimentação, nutrição. Mas a melhor parte em cada escolha é, na maioria das vezes, a opção que a gente só descobre depois. Na verdade, que a gente só percebe mais tarde. Que quem faz normal não só educa como também constrói futuros. Que os médicos salvam sonhos e os educadores físicos, superação.
Quando me formei descobri que era capaz de transformar vidas. Publicitária por formação, entendi que minhas mãos podem gerar encanto, meus pés transmitirem confiança e que um sorriso na hora certa leva equipes inteiras ao avanço. Entendi que sou capaz de concretizar sonhos, abstrair medos e criar universos até onde a imaginação pode ir. Conheci uma parte de mim que pode transformar qualquer parte do mundo.
E a maior de todas as surpresas foi perceber que tudo isso tem motivação e origem muito abaixo da cabeça... mais ou menos aqui na direção do peito... De dentro do coração.
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